Avaliação 2011 da Malacofauna do Estado do Rio Grande do Sul, RS ! ...

25-08-2011 00:49

 

 

http://www.ecologia.ufrgs.br/biofronteiras/index.htm

http://www.ecologia.ufrgs.br/biofronteiras/invertebrados.htm

 

 

Biodiversidade da fauna

 

O grupo temático da Fauna foi coordenado pela pesquisadora Georgina Bond Buckup, colaboradora do Departamento de Zoologia da UFRGS e membro da ONG IGRE. A elaboração da primeira síntese sobre o conhecimento atual a cerca da diversidade da Fauna do Rio Grande do Sul foi possível devido à contribuição e disponibilização de dados por parte de mais de 34 profissionais e pesquisadores, com destaque para os especialistas dos grupos: Esponjas; Platielmintos; Aranhas; Insetos; Moluscos; Crustáceos; Peixes; Anfíbios; Répteis; Aves e Mamíferos.

 

SÍNTESE APRESENTADA PELO GRUPO TEMÁTICO DA FAUNA em 2010

 

O Grupo Temático da Fauna foi coordenado pela pesquisadora Georgina Bond Buckup, professora colaboradora do Departamento de Zoologia da UFRGS e membro da ONG IGRE, que orientou o trabalho dos dois sub-grupos: invertebrados e vertebrados.
A elaboração desta Primeira Síntese do Conhecimento Atual a cerca da Biodiversidade da Fauna do Rio Grande do Sul foi possível devido à contribuição e disponibilização de dados por parte dos pesquisadores.
As informações aqui disponibilizadas foram sintetizados e organizados pela professora Georgina Bond Buckup até o final de 2010.

 

INVERTEBRADOS TERRESTRES E LÍMNICOS:

 

De maneira geral, o conhecimento da diversidade dos invertebrados terrestres e límnicos ainda é incipiente no Estado.

Os moluscos terrestres estão representado no Estado por 79 gastrópodes terrestres nativos e 7 exóticos, distribuídos em 23 famílias. Entretanto, este número está subestimado, pois existem muitas áreas do Estado que não foram amostradas suficientemente. A maioria dos grupos carece de revisão taxonômica.


Das 23 famílias que ocorrem no RS, apenas Veronicellidae possui revisões concluídas. Três espécies de moluscos terrestres estão na Lista da Fauna Ameaçada do RS, nas categorias vulnerável e criticamente em perigo. Este número deve ser maior, dado a intensa ação antrópica nos ecossistemas naturais do Estado.


No que se refere ao escasso conhecimento da malacofauna terrestre do Estado, a problemática maior é a falta de taxonomistas nas Instituições de Pesquisa, a conseqüente dificuldade de formação de novos recursos humanos e à existência de áreas sub-amostradas no Estado, como o Bioma Pampa.
 

 

O estudo da diversidade do RS é urgente, tendo em vista a rápida modificação dos ambientes naturais, em função das atividades antrópicas e da invasão de espécies exóticas.

Sobre os moluscos bivalves límnicos nativos o conhecimento é igualmente escasso, estimado em 40% do conhecimento do grupo, refletindo a ausência de amostragens em diversas regiões.

 

Destaca-se a Bacia do rio Uruguai, que segundo levantamentos iniciais já realizados, constatou-se ser um dos “hotspots” do mundo, por trata-se do rio com a maior biodiversidade de moluscos na América Latina.


A ordem Unionoidea (Unionoidea + Etherioidea) é especialmente interessante por seus representantes apresentarem: origem muito antiga (Gondvânica); alto grau de endemismo; um ciclo de vida único, que inicia com uma fase larval parasitária em peixes que servem como veículo de dispersão; em fase posterior colonizam o sedimento bentônico onde se desenvolvem e se reproduzem, vivendo por longos períodos de vida (mais de 100 anos); e por estarem globalmente ameaçadas. Na região Neotropical são conhecidas 172 espécies. Na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (2004) constam 22 espécies deste grupo, sendo que 11 destas são registradas para o RS.


Na ordem dos Veneroida, a família Sphaeriidae também apresenta alto grau de endemismo; as espécies são exclusivamente bentônicas e boas indicadoras ambientais. A família é carente de revisão taxonômica. Pouco se conhece sobre a diversidade deste grupo no Estado e espécies novas ainda estão sendo descritas.


O conhecimento dos moluscos bivalves límnicos invasores é uma grande preocupação, são registradas 5 espécies para as águas interiores do Estado, e todas causam sérios prejuízos ao meio ambiente, por afastarem e sufocarem a fauna de bivalves nativos.

 

A estimativa do conhecimento sobre os moluscos marinhos é de cerca de 80%, bem melhor que para os moluscos continentais.

 

Como metas para ampliação do conhecimento das espécies límnicas recomenda-se maior esforço de amostragens nos cursos superiores de rios, rios das bacias do curso médio do rio Uruguai e do Jacuí, bem como nas Lagoas Costeiras e Matas Ciliares.

 

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 Para uma relação atualizada das espécies continentais ocorrentes no Estado consulte ainda:

+ AGUDO-PADRÓN, A.I. 2009. Recent terrestrial and freshwater molluscs of Rio Grande do Sul State, RS, Southern Brazil region: a comprehensive synthesis and check list. VISAYA, Cebú - Philippines (May 14, 2009): 1-13. Available online at: http://www.conchology.be/?t=41