Bivalves exóticos invasores marinhos no litoral de Santa Catarina/ SC -- Crassostrea gigas ...!

20-07-2012 16:39

 

 

CONFIRMAÇÃO DE UM FATO PRÉ - ANUNCIADO:

 

OSTRA EXÓTICA ASIÁTICA DE CULTIVO ACHADA EM VIDA LIVRE EM SANTA CATARINA/ SC

 

Espécimes adultos (tamanho comercial) de Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) (esquerda) e Crassostrea gigas (Thunberg, 1795) (direita) recentemente coletadas em vida livre/ silvestre, lado a lado, pelo malacólogo marinho Mário Saraiva Bleicker (Projeto AM, Vila da Guarda do Embaú, Palhoça/ SC) na região entre a "Ponte sobre o Río Maciambú e Foz do mesmo río", Município Palhoça, Santa Catarina/ SC. Foto: A.I. Agudo-Padrón, Projeto AM, 20/07/2012

Espécimes adultos (tamanho comercial) de Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) (superior) e Crassostrea gigas (Thunberg, 1795) (inferior) recentemente coletadas em vida livre/ silvestre, lado a lado, pelo malacólogo marinho Mário Saraiva Bleicker (Projeto AM, Vila da Guarda do Embaú, Palhoça/ SC) na região entre a "Ponte sobre o Río Maciambú e Foz do mesmo río", Município Palhoça, Santa Catarina/ SC. Foto: A.I. Agudo-Padrón, Projeto AM, 20/07/2012

Localização de Palhoça

Localização do Município Palhoça da "Grande Florianópolis" no contexto geográfico do Estado de Santa Catarina/ SC

 

Tudo indica que nos encontramos ante um curioso/ polêmico evento regional de

hibridização/ mestiçagem espontânea entre espécies nativas e exóticas em andamento

que amerita aprofundada atenção e pesquisa por parte dos especialistas na área, situação de fato severamente questionada em anterior oportunidade (oito (8) anos atrás) através deste mesmo veículo (Fórum ) por ser considerada CIENTIFICAMENTE IMPROVÁVEL, na ocasião de colocações paralelas (sic):

 

Ocorrência da “Crassostrea gigas” no meio ambiente
03/10/2004

 

Olá todos,

Gostaria hoje informar a ocorrência em vida livre ou silvestre da espécie exótica conhecida como Ostra Japonesa ou do Pacífico, Crassostrea gigas ( Thunberg, 1795 ), no costão continental da Praia e Farol do Cedro, Município Palhoça na Grande Florianópolis, Baía Sul – aprox. 27o46`S ; 48o 37`W ( setor costeiro selvagem e despovoado ), que detectei nessa condição em data 02 de Outubro de 2004 com visível baixa densidade populacional, porém integralmente adaptada ao meio ambiente natural do local, sendo importante destacar que nas áreas imediato vizinhas – Praia de Fora ( Norte ) e Enseada do Brito ( Sul ), é praticada com intensidade a Maricultura comercial de moluscos.

Às “C. gigas” que detectei nessas condições totalmente autônomas correspondem, quase sem lugar a dúvidas, a exemplares em processo de desenvolvimento, apresentando um tamanho de 5 cm ( conforme amostra testemunha coletada no local ), fixas no substrato rochoso do costão em associação a diversos organismos marinhos próprios deste tipo de ambiente.

Baseado no meu desconhecimento documental de fato similar no Brasil, apreciaria muito o repasse de possíveis referências bibliográficas à respeito, ficando desde já a dispor para o fornecimento de maiores informações sobre esta ocorrência.

Atenciosamente,

Mário Saraiva Bleicker
Guarda do Embaú – SC
msbleicker@zipmail.com.br
Fone: (048)283.2082
Cel.: (048)999.83928


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O biólogo malacologista marinho carioca Mário Saraiva Bleicker com "ostras nativas gigantes de mergulho" coletadas na bacia hidrográfica do "Rio da Madre", Vila da Guarda do Embaú, Palhoça, SC

Fotos: A.I. Agudo-Padrón, Arquivos Projeto AM

 

 

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Re: Ocorrência da “Crassostrea gigas” no meio ambiente
04/10/2004

 

Isso é praticamente impossível de acontecer ! Provavelmente você está identificando incorretamente as ostras que encontrou.

Afirmo isso categoricamente porque a Crassostrea gigas precisa de condições especiais de temperatura ( muito mais baixas do que as que ocorrem em nossas águas ) para que ocorra a liberação dos gametas.

O que você pode ter encontrado são alguns remanecentes de uma espécie de ostra que ja foi muito comum e acabou sendo dizimada por ser muito apreciada, a Ostrea plana*.

*Nota do PDPM Editor: Ostrea puelchana (d'Orbigny, 1842) ...

As maiores autoridades no Brasil com respeito a Crassostrea gigas e a maricultura em geral são o Prof. Jaime Fernando Ferreira ( Laboratorio de cultivo de moluscos marinhos - Depto de Aquicultura - UFSC ) e a Prof. Aimê Rachel Magenta Magalhães ( Laboratorio de Mexilhoes - CCA - UFSC ).

A prof. Aimê recebe esta lista e espero que se manifeste.

Gostaria de receber ao menos um exemplar para que possa emitir alguma opinião a respeito da identificação.

Fabio Wiggers
fwiggers@yahoo.com

 

 

FONTES BIBLIOGRÁFICAS IMEDIATAMENTE RELACIONADAS AO ASSUNTO VENTILADO:

 

Evidência genética mostra que a ostra do Pacífico, Crassostrea gigas, encontra-se estabelecida em "estado selvagem"

no Sul do Brasil (Melo et al., 2010) ...

 

+ MELO, C.M.R.; SILVA, F.C.; GOMES, C.H.A.M.; SOLE-CAVA, A.M. & LAZOSKI, C. 2010. Crassostrea gigas in natural oyster banks in southern Brazil. Biological Invasions,12(3): 441-449. Available online at: https://docs.google.com/file/d/16BwpyTjmL8ozttEIcEbe-A3b_Q7GFtGLhTURRSItumiC2zVjPFzp7k2UJJnF/edit                    

 

http://noticias-malacologicas-am.webnode.pt/news/crassostrea-sp-detectada-especie-invasora-na-baia-de-guaratuba-parana-brasil-/  

 

 

OUTRAS FONTES DE IMEDIATO INTERESSE:

 

+ AGUDO-PADRÓN, A.I. & BLEICKER, M.S. 2009. Malacofauna marinha catarinense. VII. Aspectos gerais do seu conhecimento. Informativo SBMa, Rio de Janeiro, 40(169): 4-11. Disponível em: http://sbmalacologia.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Informativo_40_169Set2009.pdf

 

+ SANTOS, S.B. dos; DOMANESCHI, O.; MANSUR, M.C.D.; VEITENHEIMER-MENDES, I.L.; THOMÉ, J.W.; AGUDO-PADRÓN, I.; SIMONE, L.R.L.; SOUZA, R.C.C.L. de; BESSA, E.C. de A.; FERNANDEZ, M.A.; THIENGO, S.C.; CALILL, C.T.; CARVALHO, M.A.A.; SALGADO, N.C.; JUNQUEIRA, F.O.; ARRUDA, J.O.; TARASCONI, J.C.; MONTRESOR, L.C.; MARTINS, D. da S.; TAKEDA, A.M.; CRUZ, A.M.P. da; MESQUITA, E. de F. M. de; RUMI, A.; FORCELLI, D.O. & ZELAYA, D.G. Lista preliminar de espécies de moluscos introduzidas no Brasil: resultado do grupo de trabalho sobre espécies exóticas realizado no decorrer do XVIII EBRAM, pp. 463-468. In: FERNANDEZ, M.A.; SANTOS, S.B. dos; PIMENTA, A. & THIENGO, S.C. (Orgs.). TÓPICOS EM MALACOLOGIA: Ecos do XIX Encontro Brasileiro de Malacologia. Rio de Janeiro, RJ: Sociedade Brasileira de Malacologia - SBMa, 2011, IX + 468 p.
 

+ SANTOS, E.P. dos & FIORI, S.M. 2010. Primer registro sobre la presencia de Crassostrea gigas (Thunberg, 1793) (Bivalvia: Ostreidae) en el Estuario de Bahía Blanca (Argentina). Comunicaciones de la Sociedad Malacológica del Uruguay, 9(93): 245-252. Disponible en: http://www.doaj.org/doaj?func=openurl&genre=journal&issn=00378607&volume=9&issue=93&date=2010&uiLanguage=en

 

 

A NATUREZA SEMPRE ENCONTRA UM CAMINHO !

 

"Look deep into nature, and then you will understand everything better"

(Albert Einstein)

 

 

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